O chefe da missão de observação da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, classificou o sistema eleitoral brasileiro como "muito sólido" e "muito claro" neste domingo (25.out.2026), durante visita a colégios eleitorais de Brasília. Segundo ele, as condições de segurança têm sido adequadas e não foram registrados problemas graves no 2º turno das eleições presidenciais.
Insulza destacou que os testes públicos e as auditorias periódicas realizadas nas urnas eletrônicas oferecem salvaguardas técnicas sólidas ao eleitorado. Questionado sobre a confiabilidade do processo, o diplomata chileno disse que as verificações confirmam a segurança do mecanismo de voto. "Este país conta com um sistema eleitoral muito sólido, muito claro, que realmente vai dar um resultado que espero que possamos conhecer ainda hoje", afirmou.
A estrutura montada pela OEA para o pleito reúne 88 delegados de 22 países, que atuam em 21 Estados e no Distrito Federal, além de equipes dedicadas ao monitoramento de sessões no exterior em polos como Washington, Miami, Lisboa, Londres e Buenos Aires. Esta é a 5ª missão oficial da entidade ao Brasil para analisar eleições. Um relatório com o balanço geral da atuação da Justiça Eleitoral e recomendações técnicas será apresentado nos próximos dias, após a proclamação oficial dos resultados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O chefe da delegação também descartou qualquer indício concreto de interferência de outros países na eleição brasileira e recomendou atenção estrita às informações apuradas pelas autoridades locais. Segundo Insulza, o TSE já atestou a inexistência de ações externas contra a votação, cabendo aos observadores acatar os dados técnicos do tribunal, já que iniciativas de inteligência e espionagem não fazem parte do escopo de observadores civis de rua. O representante estrangeiro comentou ainda sobre o ambiente das redes sociais, confirmando que analistas da organização acompanham os desdobramentos de propaganda digital e moderação de conteúdo durante a campanha.