A líder da oposição venezuelana María Corina Machado, laureada com o Prêmio Nobel da Paz de 2025, retornou à VENEZUELA neste domingo (25.out.2026), após 10 meses no exterior. Em publicação no X, ela declarou: "Estou aqui. Com vocês".
Conforme imagens divulgadas por sua assessoria no Instagram, María Corina participou de uma celebração na igreja de Santa Rosa de Lima, no Estado de Lara. Em seguida, seguiu por via terrestre para Caracas, capital do país, segundo a agência Reuters.
Edmundo González Urrutia, candidato à Presidência da VENEZUELA em 2024 com apoio de María Corina, também se manifestou no X: "Hoje é um dia muito importante para os venezuelanos. Nossa voz soberana retorna com ela para liderar e encaminhar este processo!". Já o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que as condições que possibilitaram o retorno seguro da opositora decorrem diretamente das negociações de reconciliação apoiadas por Washington. A líder opositora havia tentado voltar ao país outras vezes; em junho, autoridades norte-americanas pediram que ela adiasse a volta, conforme a Reuters.
O retorno ocorre em meio a incertezas sobre o processo eleitoral venezuelano. Após a captura do presidente deposto Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos em janeiro de 2026, a então vice-presidente Delcy Rodríguez permaneceu no poder e se aproximou de Washington e do presidente Donald Trump, do Partido Republicano. Em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em 23 de setembro, Delcy afirmou que a VENEZUELA realizará ELEIÇÕES para escolher um novo presidente, mas não informou data. Trump havia dito em 2 de setembro que o país ainda não estava preparado para ELEIÇÕES democráticas, embora esperasse que a votação ocorresse "em breve".