A reunião plenária da Alepe desta terça (3) foi marcada por discussões sobre o cenário pós-eleição. Os deputados abordaram a fuga do candidato derrotado Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos e as AÇÕES do Partido Novo que pedem a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O crescimento dos ataques a lideranças INDÍGENAS também foi tema de pronunciamento.
O deputado Doriel Barros (PT) parabenizou Lula pela reeleição ao quarto mandato e criticou a saída de Flávio Bolsonaro do país sem reconhecer o resultado das urnas. Segundo Barros, não há fundamento nas alegações de fraude eleitoral do senador. Ele lembrou que, em 2022, Jair Bolsonaro também teve crescimento expressivo entre o primeiro e o segundo turnos, sem questionamento das partes. O petista destacou que os votos contabilizados entre 17h e 19h do dia 25 de outubro, após a extensão do horário, não chegaram a 40 mil, enquanto a diferença entre os candidatos superou 4 milhões. "Não há como justificar que a eleição do presidente Lula seja ilegítima", afirmou.
Renato Antunes (Novo) explicou as razões que levaram o partido a não reconhecer o resultado eleitoral e a ingressar com AÇÕES na Justiça Eleitoral pedindo a cassação da chapa Lula-Alckmin por supostos abusos de poder econômico e político. De acordo com o deputado, são três questionamentos: o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula no último Carnaval; o suposto repasse de recursos de sindicatos para a campanha; e o suposto uso da máquina pública em ano eleitoral, com medidas como o reajuste do Bolsa Família e o programa Desenrola 3. "O conjunto dessas iniciativas pode caracterizar abuso. Quem é que vai responder? A Justiça Eleitoral, que existe para isso", afirmou.
A deputada Dani Portela (PT) denunciou a violência sofrida pelos povos INDÍGENAS após o resultado das eleições. Segundo a parlamentar, lideranças de todo o Brasil, especialmente do Mato Grosso do Sul, sofreram ameaças de morte, foram agredidas e tiveram bens destruídos em seus territórios. Portela também repercutiu a audiência pública sobre as bets realizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça, criticando o fato de apenas representantes beneficiados pelas apostas online terem sido ouvidos. Ela parabenizou Lula pela proibição das bets e anunciou que o próximo passo será a regulação das Big Techs.
O deputado João Paulo do PT (PT) cobrou do Governo de Pernambuco a efetivação de duas leis estaduais sobre o uso medicinal da CANNABIS. Uma permite o cultivo e o processamento da planta por associações de pacientes; a outra prevê o fornecimento gratuito de medicamentos derivados da CANNABIS pelo SUS. Ele convocou uma audiência pública para o dia 18 de novembro para discutir a efetivação das leis e a ampliação do acesso à CANNABIS Medicinal em Pernambuco, destacando a importância dos tratamentos para pacientes com câncer, Alzheimer, TDAH, autismo e epilepsia. Já João Paulo Costa (PT) celebrou a redução da taxa de desemprego no Brasil para 5,2%, o menor índice em 14 anos, segundo dados do IBGE. "O resultado mostra que o Brasil vai continuar se desenvolvendo nos próximos anos", afirmou.