A imprensa argentina divulgou que o senador Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil na madrugada desta terça-feira (27), pela fronteira com a Argentina, com destino aos Estados Unidos, em um jato particular. A Polícia Federal (PF) procurou as autoridades argentinas para verificar a possível viagem.
De acordo com o GPS Brasília, Flávio Bolsonaro teria cruzado a fronteira apenas com o bilhete de identidade e seguido para Puerto Iguazú, na província de Misiones, onde teria embarcado em um jato Gulfstream G400, da empresa Baires Fly S.A.
Na segunda-feira, o juiz Alexandre de Moraes, do STF, proibiu Flávio Bolsonaro de deixar o país e determinou que o senador entregasse o passaporte à Polícia Federal. A decisão ocorre no processo em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro, em um suposto esquema envolvendo empresas de Tomaz e uma plataforma de apostas.
O candidato do PL derrotado no segundo turno das eleições presidenciais usou as redes sociais para confirmar que foi abordado por policiais federais quando visitava o pai, Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar em Brasília. "Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça? Essa decisão foi tomada no domingo à noite, logo depois do resultado da eleição. Se eu tivesse ganhado as eleições, iria acontecer a mesma coisa?", questionou.
A decisão de Moraes também inclui o cancelamento do passaporte diplomático de Flávio como senador e a proibição de contato entre ele e Willer Tomaz. Flávio perdeu a disputa eleitoral no domingo, quando Lula da Silva foi reeleito com 51,75% dos votos, conquistando o quarto mandato como chefe de Estado.