O GOVERNO de São Paulo manifestou sua posição contrária a qualquer alegação de irregularidades ou favorecimento no credenciamento da PKL One Participações, a empresa responsável pelo cartão Credcesta, que oferece crédito consignado aos servidores públicos. A declaração surge em resposta a afirmações de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que, em uma proposta de delação premiada rejeitada, indicou que doações feitas às campanhas do governador Tarcísio de Freitas e do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022 estariam vinculadas a um suposto acordo com Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, para garantir a continuidade do Credcesta sob a gestão atual.
Na proposta de delação, Vorcaro mencionou que os repasses totalizaram R$ 5 milhões, supostamente como "contrapartidas financeiras" em um alegado "ajuste indevido" com Kassab. Tanto o ex-secretário de GOVERNO de São Paulo quanto Tarcísio de Freitas negaram as acusações, afirmando que não participaram de qualquer negociação com Vorcaro. A proposta de delação, que foi apresentada em três versões, foi rejeitada pelas autoridades devido à falta de ineditismo e à ausência de elementos que sustentassem as alegações.
O cartão Credcesta, destinado a servidores públicos, é operado pela PKL One Participações, que tem vínculos familiares com Augusto Lima, sócio de Vorcaro. De acordo com a versão apresentada por Vorcaro, Lima teria sido o responsável pelas articulações para a expansão do produto e buscado assegurar a continuidade do negócio em São Paulo após as eleições de 2022, sendo Kassab o mediador junto ao novo GOVERNO de Tarcísio.
Em resposta às acusações, o GOVERNO estadual destacou que a PKL foi credenciada em 27 de maio de 2022, anterior à gestão de Tarcísio, e que não houve tratamento diferenciado ou contratação da empresa durante o atual GOVERNO. A administração estadual destacou que o processo de credenciamento segue normas regulamentadas e é baseado em critérios objetivos, sem envolvimento de recursos públicos.
Além disso, o GOVERNO rejeitou qualquer relação entre a PKL e o Decreto nº 2003, ressaltando que o Estado já contava com mais de 200 instituições credenciadas. A PKL não se enquadra nessa categoria, uma vez que foi credenciada de maneira distinta em 2022. A participação da PKL no mercado é considerada pequena em comparação a outros operadores, respondendo por apenas 3,4% dos R$ 634 milhões movimentados em operações de crédito consignado no Estado, percentual que chegou a ser de 5,26% antes da liquidação da empresa pelo Banco Central. O Banco do Brasil é o maior operador no mercado paulista, com mais de 50% de participação, seguido por Santander, Pan, Bradesco e Caixa.
Após a liquidação da PKL, ocorrida em fevereiro de 2026, o Estado suspendeu a celebração de novos contratos com a instituição. Os contratos existentes continuam a ser honrados, seguindo orientações da Procuradoria Geral do Estado, em cumprimento a uma obrigação legal para proteger os servidores que já haviam contratado os serviços.