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Investigação sobre ‘Dark Horse’ sem sigilo revela ligações com PCC e Mário Frias

O ministro Flávio Dino retirou o sigilo da investigação do filme 'Dark Horse', que envolve desvio de recursos públicos e supostas ligações com o...

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, anunciou neste domingo (13) a retirada do sigilo da investigação relacionada ao filme 'Dark Horse'. Em sua decisão, ele destacou a possibilidade de um esquema complexo envolvendo desvio de recursos públicos, incluindo emendas parlamentares federais e repasses da Prefeitura de São Paulo.

Dino mencionou que essa organização criminosa poderia estar atrelada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e fez referência ao deputado federal Mário Frias (PL-SP), que seria uma figura de destaque na suposta rede criminosa. O parlamentar, que atuou como roteirista e produtor-executivo do filme, é alvo de uma busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF) na última quinta-feira (10), mas nega qualquer irregularidade.

Em seu despacho, o ministro ressaltou a importância da transparência nas investigações, uma vez que figuras como banqueiros, políticos e juízes estão sendo investigados. Dino também se referiu a uma decisão anterior do ministro André Mendonça, que havia levantado o sigilo de procedimentos relacionados ao Banco Master, após solicitação do presidente do STF, Edson Fachin.

Flávio Dino ordenou que a Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo forneça à PF todos os dados extraídos dos celulares dos investigados. Ele determinou ainda que celulares, computadores e documentos relevantes sejam entregues à custódia da PF, com a responsabilidade do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, de garantir as diligências necessárias para a execução imediata.

Entre os aspectos investigados está o uso de recursos do Banco Master para financiar 'Dark Horse'. Um dos inquéritos apura um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a Prefeitura de São Paulo e a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), que tinha como objetivo a instalação de pontos de Wifi em áreas periféricas da cidade. A entidade é representada por Karina Gama, sócia da GoUp. A investigação, que antes estava sob a responsabilidade da Polícia Civil de São Paulo, agora está sob a supervisão de Flávio Dino.

Outro inquérito, também sob a jurisdição do ministro, investiga emendas parlamentares direcionadas ao ICB. Existe a suspeita de que esses recursos tenham sido desviados para a GoUp através de empresas intermediárias. Na quinta-feira, 49 mandados de busca e apreensão foram executados na continuidade dessa apuração.

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