RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Janones usa canal com milhões de seguidores para impulsionar buscas contra Flávio Bolsonaro

Deputado André Janones publicou 'quem é Mariana?' e pediu que integrantes do canal Exército do Lula usassem a hashtag QuemEMarianaFlavio para impulsionar buscas sobre...

O deputado federal André Janones (Rede-MG) publicou na terça-feira (21.out.2026) a pergunta “quem é Mariana?” e, em seguida, pediu que o canal Exército do Lula usasse a hashtag #QuemEMarianaFlavio. O congressista utiliza o grupo, que reúne mais de 7 milhões de integrantes, para impulsionar buscas negativas em relação ao passado do Senador Flávio Bolsonaro (PL). Janones também orientou os participantes a pesquisar três expressões: “Flávio miliciano”, “Flávio Ana Clara” e “Flávio Comando Vermelho”.

O deputado não identificou a pessoa a quem se referia nem explicou o motivo da publicação. O nome de Mariana associado ao de Flávio Bolsonaro aparece em reportagens publicadas pelo Estadão, em 2019, e pelo UOL, em 2021, sobre investigação de rachadinha envolvendo o senador e familiares. O caso contra Flávio foi arquivado em maio de 2022 pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e as acusações não chegaram a ser julgadas no mérito.

Em 18 de dezembro de 2019, o Estadão publicou reportagem sobre Mariana Lúcia da Silva Ramos Mota, ex-chefe de gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Conforme informações do Ministério Público do Rio de Janeiro divulgadas na ocasião, ela teria participado e comandado um esquema de rachadinha no gabinete antes de Fabrício Queiroz assumir a função, em 2008. Segundo a denúncia do Ministério Público enviada à Justiça, Flávio foi apontado como líder de uma organização criminosa que desviou R$ 6 milhões dos cofres da Alerj, por meio da contratação de funcionários que repartiam parcial ou integralmente os salários.

Mariana Mota também fez pagamentos do aluguel de uma quitinete no centro do Rio onde morava Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, primo do senador. O dinheiro saía da conta de Mariana no período em que Flávio foi deputado estadual e Léo constava como seu assessor na Alerj, ao longo de 2007. Foram cinco pagamentos em benefício de Léo Índio: em fevereiro de 2007, uma transferência de R$ 503 identificada como “al.leo” para Norival Dantas; no mês seguinte, R$ 460 com a anotação “condomin”; em maio, R$ 503 sob o rótulo “leo”; em julho, R$ 500 com a descrição “aluguel”; e, em agosto, mais R$ 500 com a anotação “leo”.

Após o arquivamento pelo TJRJ, a advogada de Flávio à época, Luciana Pires, declarou que o caso “está enterrado” e que o STJ já havia anulado todas as provas, acrescentando que a defesa adotaria medidas judiciais cabíveis em caso de desdobramentos. Na ocasião, o advogado Magnum Cardoso, que representou Mariana, afirmou que a defesa não se manifestaria porque o procedimento tramita sob sigilo e repudiou o vazamento de informações.

Siga-nos em nossas redes sociais Facebook, Twitter e Instagram. Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9155-5555.