Quase metade das pequenas e médias empresas brasileiras, 49,3%, coloca a preservação da margem de lucro como principal prioridade ao reajustar os preços de seus produtos. O levantamento é da Serasa Experian, que ouviu 544 companhias de todo o país ao longo de agosto.
Na sequência das prioridades, aparecem a manutenção da competitividade, citada por 22,1% dos entrevistados, e a preocupação em evitar a perda de clientes, mencionada por 17,6%. Outros 11,0% declararam não adotar nenhuma estratégia de precificação.
O cuidado com a rentabilidade varia conforme o tempo de atuação. Entre empresas com 6 a 10 anos, 60,5% priorizam a margem. Já entre as que têm de 21 a 30 anos, o índice é de 52,5%; naquelas com 1 a 5 anos, 48%; e entre as companhias com 11 a 20 anos, 41,8%.
Na análise regional, o Centro-Oeste lidera a preferência pela preservação da margem, com 57,1%, seguido pelo Sul, com 55,9%. No Sudeste, 47,5% dos negócios priorizam a margem, percentual próximo ao do Nordeste, de 47,4%. No Norte, o cenário é mais equilibrado: 38,5% citam a margem, enquanto 34,6% afirmam priorizar evitar a perda de clientes.