Moradores da área entre a Chácara Buritis e o Parque Canela de Ema, em Sobradinho II (DF), afirmam que uma obra de pavimentação deixou o acesso aos condomínios da DF-150 praticamente intransitável. Com as chuvas, o trecho virou um atoleiro, o transporte coletivo foi interrompido e a comunidade ficou isolada, segundo os relatos.
De acordo com os moradores, a obra começou em 22 de setembro, mas foi paralisada em 5 de outubro, logo após o primeiro turno das eleições. Na data, pessoas no local teriam informado que o serviço precisaria ser interrompido temporariamente porque o solo não suportaria o peso do maquinário. Como paliativo, barreiras de pedras foram colocadas, dificultando ainda mais a passagem de pedestres e veículos.
"O sofrimento é diário. São pessoas caindo, tendo que atravessar nas pedras porque não dá para cruzar pela DF-150", disse um morador que pediu para não se identificar. Ele acrescentou que a promessa era de conclusão rápida, mas a obra segue parada. Outro relato menciona que, na manhã de terça-feira (3/11), o carro parecia flutuar no trecho, como em um jet ski.
Um segundo morador reforçou a frustração com a interrupção abrupta: "De lá para cá, não teve mais nenhuma máquina. Falaram em refazer o projeto, mas o caso se tornou, mais uma vez, esse inferno na vida de nós, moradores de Sobradinho II e do Versalhes, que dependemos dessa passagem".
O Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER-DF) nega que a obra esteja paralisada. Em nota, o órgão afirmou que houve apenas uma diminuição no ritmo dos trabalhos devido ao período chuvoso. Segundo a pasta, os serviços estão nas fases de escavação e terraplenagem, com atuação nos bordos da pista e tráfego liberado. O departamento acrescentou que, quando os trabalhos avançarem para a pista principal, as intervenções serão feitas para impactar o trânsito o mínimo possível.