A professora Giovanna Macedo, da cidade de Campinas, em São Paulo, implementou uma abordagem criativa ao utilizar inteligência artificial (IA) para engajar seus alunos de 9 e 10 anos em uma atividade que os convidou a imaginar como seriam no futuro, desempenhando as profissões que desejam. A proposta surgiu a partir da clássica pergunta que educadores costumam fazer às crianças sobre suas aspirações profissionais.
O resultado da iniciativa foi um vídeo que capturou as reações emocionadas dos alunos, o qual rapidamente se tornou viral nas redes sociais. As crianças expressaram sonhos variados, desde serem jogadores de futebol até astronautas, passando por carreiras como veterinária, bailarina e cantor.
Giovanna enfatiza que o objetivo da atividade era permitir que as crianças se projetassem em um futuro que ainda parece distante. Ela ressalta a importância de criar momentos que façam os alunos se sentirem valorizados e acreditarem em seu potencial. "Para mim, como professora, é muito significativo criar situações em que os alunos vejam que alguém acredita neles", afirmou.
Com 27 anos, Giovanna comemorou no dia 15 de outubro, Dia do Professor, mais um ano de atuação no magistério, uma carreira que escolheu há oito anos, em 2018. Apesar de ainda não ter formação específica em inteligência artificial, ela demonstra estar sempre atenta às inovações tecnológicas, utilizando recursos visuais de forma intuitiva para tornar suas aulas mais atraentes.
A docente acredita que o papel dos educadores vai além da simples aplicação de novas tecnologias. "Nosso foco é despertar a curiosidade das crianças, fortalecer a autoestima e ampliar seus horizontes. Quanto mais conseguimos mostrar o que elas são capazes de aprender e criar, mais sentido terá nosso trabalho", afirmou.
Recentemente, o Ministério da Educação anunciou que uma nova resolução sobre o uso da inteligência artificial nas escolas será publicada em breve. O documento visa ampliar o uso pedagógico da tecnologia, garantindo a autonomia dos professores e a proteção dos alunos. A expectativa é que a regulamentação forneça diretrizes claras e segurança jurídica para a adoção responsável de novas tecnologias nas instituições de ensino.