A educação figura entre as principais prioridades nos planos de governo dos candidatos Luiz Inácio Lula Silva e Flávio Bolsonaro. Enquanto Lula enfatiza a educação como um instrumento essencial para transformação e mobilidade social, Flávio Bolsonaro coloca o tema no contexto do fortalecimento das famílias e da preparação para o mercado de trabalho.
As propostas de Lula incluem a construção de creches e pré-escolas, a valorização dos professores e o aumento do número de matrículas em tempo integral. O ex-presidente ainda pretende aprimorar programas existentes, como o Pé-de-Meia, e tem como meta alcançar 80% das crianças alfabetizadas na idade certa até 2030, por meio do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.
Por outro lado, o plano de Flávio Bolsonaro propõe que a educação seja direcionada para dar às famílias as ferramentas necessárias para o sucesso. Ele defende uma abordagem que prioriza uma educação que ensine, em vez de doutrinar, respeitando os valores familiares. Entre as suas principais propostas estão a reformulação do ensino técnico, a expansão das Escolas Cívico-militares e a transferência da gestão do ensino superior para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
O candidato também sugere a criação do voucher-creche, destinado a famílias que não conseguirem vagas em instituições públicas. Em termos de alfabetização, Flávio priorizará o método fônico, que se concentra na relação entre sons e letras.
Flávio Bolsonaro retoma a bandeira do Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares, que visa permitir à Polícia Militar a administração de escolas geridas pelas Secretarias Estaduais de Educação. Esse programa, que foi uma das marcas do governo anterior, foca na disciplina e impõe regras rigorosas, como uniformes e cortes de cabelo, enquanto a parte pedagógica permanece a cargo das Secretarias.
Lula, em seu governo, foi responsável pela criação de diversas universidades federais, somando oito durante seu primeiro mandato, seis no segundo e três no atual. Em contrapartida, Bolsonaro estabeleceu apenas uma nova universidade em 2019. Vale destacar que, em seu primeiro ano de governo, Bolsonaro cortou 30% do orçamento das universidades federais, redirecionando recursos para a educação básica.