Juliana Maria Teixeira da Costa, que atuava como vice-prefeita de Ribeira, no interior de São Paulo, faleceu em um acidente de carro na manhã deste sábado (26). A vice-prefeita tinha 40 anos e sua morte foi anunciada pela Prefeitura de Ribeira nas redes sociais, embora a nota não tenha esclarecido os detalhes sobre a ocorrência.
O comunicado da prefeitura expressou pesar pela perda de Juliana, que deixou dois filhos. "De uma forma trágica e precoce, nos despedimos de nossa vice-prefeita, que deixa um vazio imenso e nossa cidade órfã de sua presença, de seu sorriso, de sua amizade e da dedicação com que trabalhou por Ribeira", afirmou a administração municipal.
Juliana estava afastada de suas funções desde agosto de 2025, após ser alvo de uma denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP). O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decidiu manter o afastamento da vice-prefeita, que é acusada de desviar R$ 41,2 mil do Fundo Municipal de Saúde. O valor teria sido utilizado para contratar serviços de uma vidente com a finalidade de realizar uma “amarração amorosa”.
De acordo com as investigações, Juliana teria repassado cerca de R$ 41 mil a uma mãe de santo, que alegou ter gasto R$ 380 mil para a realização de um “casamento espiritual”. Este pagamento, no entanto, não foi integralmente efetuado, gerando insatisfação na líder religiosa. A promotoria alega que a vice-prefeita utilizou a empresa W. F. Da Silva Treinamentos Ltda. para efetuar a transação com a vidente.
Além de Juliana, o MPSP também acusou Lauro Olegário da Silva, ex-funcionário da empresa, e William Felipe Da Silva, proprietário da W. F., de improbidade administrativa. A Justiça, em agosto, determinou a suspensão das funções públicas de Juliana e do servidor da Saúde, o que implicou na perda de seus vencimentos e no direito de acesso a qualquer instalação da prefeitura.