A campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai apresentar os documentos ligados à quebra de sigilos bancários do candidato caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entregue todos os documentos. A declaração foi feita pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, responsável pela campanha, nesta quinta-feira (22.out.2026), durante entrevista coletiva no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Se eles trouxerem tudo, a gente traz", afirmou.
Entre as informações que a Campanha de Flávio quer obter estão os registros de 42 visitas de Roberta Luchsinger a órgãos federais, o uso do avião presidencial por ela e as despesas realizadas por meio de cartões corporativos do governo. A campanha também busca acesso aos registros de entradas e saídas nos palácios presidenciais. "Isso nem deveria estar sob sigilo, porque, afinal das contas, a gente está falando de dinheiro público", disse a advogada.
O ex-procurador e senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) mencionou o chefe de gabinete de Lula, conhecido como Marcola, que teria recebido mais de R$ 249 mil de Roberta Luchsinger. Questionada se a entrega dos documentos pela Campanha de Flávio estava condicionada à análise prévia do material apresentado por Lula, Maria Claudia respondeu: "Eu quero ver o que ele trouxe".
A Campanha de Flávio escalou Deltan Dallagnol para analisar os registros financeiros obtidos com a quebra de sigilos do presidente Lula e de seus associados. Segundo a campanha, Deltan tem conhecimento sobre a operação Lava Jato, incluindo "as teias que envolveram figuras centrais do PT e negócios ligados a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha".