O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) declarou nesta sexta-feira (23.out.2026) que defende a saída do irmão, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), do Brasil caso ele não seja eleito. O segundo turno das eleições gerais de 2026 está marcado para domingo (25.out.2026).
"Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza. Com certeza", afirmou durante participação no programa ao vivo norte-americano "Louder with Crowder", apresentado pelo comentarista político Steven Crowder.
Na mesma entrevista, Eduardo questionou a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. "O problema é que nós não usamos papel, não há contagem pública dos votos, e você precisa confiar na máquina. Nós usamos máquinas e é isso. Esse é o problema", disse. O ex-deputado já teve publicações derrubadas pelo Tribunal Superior Eleitoral por conterem desinformação sobre o modelo de urnas eletrônicas.
Eduardo vive autoexilado nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, alegando fugir de uma "perseguição política" contra sua família. No período, perdeu o mandato no Congresso por faltas e foi demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal. Em caso de retorno ao Brasil, ele terá de responder às consequências da condenação do Supremo Tribunal Federal por usar sua atuação nos EUA para pressionar ministros da Corte durante o julgamento da ação penal contra Jair Bolsonaro (PL), seu pai, por tentativa de golpe de Estado. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, expediu mandado de prisão imediata em seu nome.
Em 20 de julho, Eduardo obteve um green card do governo de Donald Trump (Partido Republicano), documento que permite permanência indeterminada nos EUA, direito de trabalho e acesso a benefícios de saúde estaduais. Apesar disso, ele já declarou que pretende voltar ao Brasil assim que houver condições para isso.