O desenvolvimento econômico do NORDESTE dominou a reunião plenária da Alepe nesta quarta-feira (21). O deputado Doriel Barros (PT) criticou um vídeo do pastor Silas Malafaia que responsabiliza governos petistas por problemas socioeconômicos da região. Já Renato Antunes (Novo) questionou a condução do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no NORDESTE.
Barros afirmou que Malafaia desconhece a transformação da realidade nordestina, que antes convivia com a miséria. Ele citou que, no passado, morriam 290 crianças por dia por desnutrição, número que comparou à queda diária de dois Boeings. Segundo o parlamentar, a região vivia marcada pela fome e pela morte.
Antunes rebateu citando dados econômicos. Segundo ele, a participação do NORDESTE no Produto Interno Bruto nacional permaneceu praticamente estagnada nos últimos 20 anos, passando de 13% para 14,2%, apesar de a região concentrar 27% da população brasileira. O deputado defendeu que programas de transferência de renda sejam acompanhados de investimentos em infraestrutura e geração de empregos formais. "O Bolsa Família é um programa importante, mas não pode ser eterno", declarou.
Em resposta, Barros defendeu as políticas sociais no combate à fome e na redução das desigualdades. Ele destacou a criação de universidades e escolas técnicas, investimentos em segurança hídrica e ampliação do crédito rural para a agricultura familiar.
Na mesma reunião, o deputado Cayo Albino (PSB) comemorou indicadores de Garanhuns, no Agreste Meridional. O município conquistou o primeiro lugar de Pernambuco no quesito Qualidade da Educação do Ranking de Competitividade dos Municípios e o nono lugar do NORDESTE. Segundo ele, em 2021 cerca de 74% das crianças de até sete anos não sabiam ler e escrever, e hoje mais de 92% estão alfabetizadas. O deputado Pastor Júnior Tércio (PP) questionou a investigação do Ministério Público de Pernambuco sobre um culto religioso na sede da Fundação Hemope, no Recife. Ele defendeu a liberdade religiosa e afirmou que o culto ocorreu fora do expediente. João Paulo do PT defendeu a preservação de políticas públicas federais e criticou medidas do governo Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022. Ao final, cobrou a realização de concurso público na Alepe.