A Tesla divulgou nesta quarta-feira (21.out.2026) lucro líquido de US$ 787 milhões no 3º trimestre de 2026, uma queda de 43% na comparação com o mesmo período de 2025, quando o resultado foi de US$ 1,37 bilhão. O balanço financeiro está disponível na íntegra (PDF, 6 MB).
A companhia atribuiu a redução da rentabilidade ao aumento dos gastos com pesquisa e desenvolvimento de inteligência artificial e outros projetos, às despesas com remuneração em ações e à queda das receitas com créditos regulatórios. Também pressionou o resultado a redução do lucro bruto da divisão de energia e armazenamento. Esses efeitos foram parcialmente compensados pela melhora das margens do setor automotivo.
A receita ficou praticamente estável, em US$ 28,05 bilhões. O lucro operacional recuou 56%, para US$ 718 milhões, enquanto as despesas operacionais cresceram 39%, para US$ 4,78 bilhões. O lucro líquido ajustado, que desconsidera determinados efeitos contábeis, foi de US$ 1,7 bilhão, queda de 4% na comparação anual.
A receita com venda de créditos regulatórios caiu 73%, de US$ 417 milhões para US$ 113 milhões. Esses créditos são obtidos pela produção de veículos de baixa emissão e vendidos a outras montadoras que precisam cumprir metas ambientais. A receita com veículos caiu 3%, para US$ 20,56 bilhões, acompanhando a redução de 2% nas entregas. Apesar disso, a margem bruta do segmento automotivo subiu de 17% para 18,5%, e sem considerar os créditos regulatórios avançou de 15,4% para 18,1%.
A divisão de geração e armazenamento de energia registrou receita de US$ 2,88 bilhões, queda de 16%, apesar do aumento de 10% no volume de armazenamento implantado, que atingiu 13,7 GWh. A Tesla atribuiu parte da redução a reembolsos a clientes relacionados a tarifas comerciais e anunciou o início da produção de baterias Megapack em uma nova fábrica no Texas, com capacidade de 50 GWh por ano. Os investimentos mais que dobraram, com alta de 110%, para US$ 4,73 bilhões, e a geração de CAIXA livre caiu 62%, de US$ 3,99 bilhões para US$ 1,53 bilhão. A empresa gerou US$ 6,26 bilhões em CAIXA operacional e reverteu o fluxo de CAIXA livre negativo de US$ 1,09 bilhão do trimestre anterior, encerrando setembro com US$ 45,45 bilhões em CAIXA, equivalentes e investimentos de curto prazo.